PinacotecaExpografia inspirada nos cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi (MASP, 1968). Obras em domínio público, de acervos abertos
Percurso
Te convido a refletir
Cada uma deixa uma pergunta. Leve a que fizer sentido para você
O que pesa
O que pede descanso
O que ainda não tem nome
O que nos liga
Aqui e agora
1 · O que pesa
Que pensamento tem voltado para você, mesmo quando tenta deixar de lado?
MelancoliaEdvard Munch, 1894–96
Sobre a obra
O que vemos
Um homem sentado na beira da praia, a cabeça apoiada na mão. Ao fundo, a linha da costa se curva e um casal caminha até um barco.
O que ela carrega
Munch pintou o amigo Jappe Nilssen depois de uma desilusão amorosa. A paisagem acompanha o estado dele: a curva da praia parece levar o olhar para dentro, como um pensamento que volta sempre ao mesmo lugar.
Simbolismo · Óleo sobre tela · KODE, Bergen · Imagem em domínio público
Leitura de Rafaella Fornaroli, psicóloga
2 · O que pede descanso
Como seria um lugar de descanso feito só para você?
O quarto em ArlesVincent van Gogh, 1888
Sobre a obra
O que vemos
Um quarto pequeno: cama de madeira, duas cadeiras, uma janela, quadros na parede. Cores chapadas, sem sombras.
O que ela carrega
Van Gogh escreveu ao irmão Theo que queria que este quarto sugerisse descanso, sono. Ele vivia exausto e pintou o lugar onde tentava se recompor. Gostou tanto que fez três versões.
Pós-impressionismo · Óleo sobre tela · Van Gogh Museum, Amsterdã · Imagem em domínio público
Leitura de Rafaella Fornaroli, psicóloga
3 · O que ainda não tem nome
O que em você ainda está coberto pela névoa?
Viajante sobre o mar de névoaCaspar David Friedrich, c. 1817
Sobre a obra
O que vemos
Um homem de costas, no alto de uma rocha, diante de um mar de névoa que esconde quase toda a paisagem.
O que ela carrega
Friedrich pinta a pessoa de costas para que a gente ocupe o lugar dela. Não sabemos o que ele sente, só que parou para olhar. É a imagem do sublime: estar diante do que é maior e ainda não se revela.
Romantismo · Óleo sobre tela · Hamburger Kunsthalle, Hamburgo · Imagem em domínio público
Leitura de Rafaella Fornaroli, psicóloga
4 · O que nos liga
De quem ou do que você sente saudade hoje?
SaudadeAlmeida Júnior, 1899
Sobre a obra
O que vemos
Uma mulher de preto, junto à janela, lê uma carta e chora. A luz de fora ilumina o papel e o rosto.
O que ela carrega
Uma das obras mais conhecidas da pintura brasileira. A saudade, palavra que só nós temos, aparece como luto e como amor ao mesmo tempo. A janela aberta lembra que lá fora a vida continua.
Realismo · Óleo sobre tela · Pinacoteca de São Paulo · Imagem em domínio público
Leitura de Rafaella Fornaroli, psicóloga
5 · Aqui e agora
O que você perceberia agora, se olhasse sem pressa?
NinfeiasClaude Monet, 1906
Sobre a obra
O que vemos
A superfície de um lago com flores, folhas e o reflexo do céu. Não há horizonte, só a água.
O que ela carrega
Monet pintou o mesmo lago do seu jardim em Giverny por quase trinta anos, e nunca era igual: a luz, a hora e o olhar mudavam. É uma pintura sobre estar presente.
Impressionismo · Óleo sobre tela · Art Institute of Chicago · Imagem em domínio público
Leitura de Rafaella Fornaroli, psicóloga
Instalação
O que o corpo já está dizendo?
Trinta segundos, só para você
O que acontece quando alguém escuta você?
Escutar o que te atravessa é por onde a gente começa
Expografia inspirada nos cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi (MASP, 1968). Obras em domínio público
Estar no aqui e agora é unir a nossa atenção e a nossa consciência ·Estar no aqui e agora é unir a nossa atenção e a nossa consciência ·Estar no aqui e agora é unir a nossa atenção e a nossa consciência ·
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Como posso ajudar
O que mais tem pesado pra você agora?
Quem chega até mim costuma ser muito bom em resolver os problemas dos outros. Escolha o que mais se parece com o seu momento.
STQQSSD
Esgotamento e burnout
O descanso não descansa mais
Como costuma aparecer
O fim de semana não recarrega
O domingo à noite pesa
Irritação ou cinismo com o que antes importava
Como a terapia olha para isso
Entender o que sustenta esse ritmo, o que você ganha e o que está perdendo com ele, antes de tentar só aguentar mais.
Aqui não existe solução rápida nem diagnóstico à distância. Existe espaço para pensar isso com cuidado.
Como funciona
O processo tem forma, não tem pressa
Você não precisa chegar pronta ou pronto. Cada etapa existe para que o caminho fique claro para nós dois.
RFRafaella Fornarolionline
Oi, Rafaella. Vim pelo site, e gostaria de entender como funciona seu acompanhamento psicológico.agora
Sua agendaum horário que caiba na sua semana
STQQSSD
RFRafaella
Você
50 min
perceber e agir por conta própria
Pelo WhatsApp, quem responde sou eu
Primeiro contato
Você me manda uma mensagem. Combinamos um horário que caiba na sua agenda e fazemos uma primeira conversa para ver se faz sentido seguir.
Entender o cenário
Primeiras sessões
Você conta o que te trouxe e um pouco da sua história. Aqui também definimos juntos a frequência dos encontros, sem pressa de fechar rótulo.
Sessões de 50 minutos, por vídeo
O processo
No início, a recomendação é de encontros semanais; quando não for possível, quinzenais. A gente olha para o que aparece: o ritmo que você sustenta, o corpo, as relações, a cobrança.
O ponto de chegada
Autonomia
A terapia caminha para você perceber e agir por conta própria. É para esse ponto que o processo vai, não para durar para sempre.
Uma conversa rápida, como seria no WhatsApp. Algumas perguntas sobre o seu momento, respondidas com um toque. Não é teste nem diagnóstico, é um jeito de parar e perceber.
Nada do que você marcar aqui é salvo ou enviado.
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Rafaella Fornarolionline
Hoje
Se você está em sofrimento intenso agora, ligue para o CVV no 188 (24 horas, gratuito) ou procure o serviço de emergência mais próximo.
Terapia no aqui e agora
O ponto de partida é a sua experiência
Em vez de procurar uma causa escondida lá no passado, a gente presta atenção no que aparece agora: o que aperta no corpo, o que trava na hora de falar, o que se repete nas suas relações.
Perceber com clareza
Perceber com clareza
Antes de tentar mudar alguma coisa, a gente aprende a enxergar com mais nitidez o que você sente, pensa e faz, corpo incluído. Não dá para escolher diferente aquilo que você nem percebeu que estava fazendo.
O presente importa
O que você viveu entra na conversa, mas pelo tanto que ainda mexe com você hoje, aqui, dentro da sessão. O passado vira material vivo, não um arquivo para escavar.
O encontro
É no encontro com o outro que alguma coisa se move de verdade. Inclusive no encontro comigo: o jeito como você chega, pede, recua e se cobra também aparece na sessão.
Os jeitos que você aprendeu
Todo mundo encontra um jeito de dar conta do que viveu. Às vezes esse jeito te protegeu por anos, como dar conta de tudo sozinha ou sozinho, e hoje é exatamente o que aperta.
Um espaço em terapia não deveria exigir que você se explique o tempo todo. Aqui não tem jeito certo de ser, de sentir ou de se identificar, só o seu jeito, sendo levado a sério.
Para ouvir com atenção ·Para ouvir com atenção ·Para ouvir com atenção ·
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Músicas
Para ouvir com atenção
Escolha um disco, coloque no aparelho e ouça com calma. Junto da música vem um texto sobre o que ela pode despertar. Ouvir não substitui terapia, mas ajuda a perceber o que está acontecendo por dentro.
Arraste um disco até o aparelho (no celular, basta tocar nele), ou foque no disco e pressione Enter para colocá-lo. Para tirar o disco, use o botão Tirar o disco ou a tecla Escape.
Sem disco
Ao colocar um disco, o player do YouTube é carregado e pode usar cookies próprios. Veja a política de privacidade.
Quando você colocar um disco, o texto sobre a música aparece aqui.
Tocando agora
Billy Joel escreveu “Vienna” depois de uma viagem à cidade, onde viu pessoas mais velhas ativas, presentes, vivendo sem pressa. Em casa, a cultura era outra: a que corre e deixa para trás quem desacelera.
O refrão diz “Vienna waits for you”, Viena espera por você. A ideia é simples e quase atrevida: a vida não está indo a lugar nenhum. Para quem vive de meta, prazo e resposta rápida, isso pode soar ameaçador. Se a pressa é o que mantém você de pé, parar parece perigoso.
A música não pede que você abandone a ambição. Ela reconhece que há muito a fazer e poucas horas no dia, e lembra que ninguém consegue ser tudo o que quer antes da hora. O corpo costuma cobrar essa conta: no sono, na irritação, no cansaço que o fim de semana não resolve.
Na terapia do aqui e agora, a gente olha para o que essa pressa faz com você hoje. “Tirar o telefone do gancho e sumir por um tempo” não é fuga. É permitir que o descanso volte a ser descanso.
Enquanto ouve, repare: em que parte do corpo a pressa aparece agora?
Erasmo Carlos escreveu esta canção em tempos duros no Brasil, e ela voltou a ser ouvida por muita gente depois de entrar no filme “Ainda Estou Aqui”. O que me interessa aqui é o que ela diz a quem escuta hoje.
Ela começa com uma confissão: vergonha do que viu. E recusa o conforto de ficar calado, “como tantos por aí”. Sentir vergonha, incômodo, indignação, é um sinal. Muita gente aprende a silenciar esse sinal para dar conta da rotina.
A canção também fala de quem deveria ter cuidado e foi embora. Quando alguém nos deixa sozinhos com algo grande, ela devolve a gente ao que está ao alcance: “dar um jeito”, junto de outras pessoas, um passo de cada vez.
Na terapia do aqui e agora, olho para o que você já percebe e vem adiando: aquilo que incomoda, mas parece grande ou arriscado demais para mexer. Primeiro a percepção. O jeito vem depois.
Enquanto ouve, repare: o que você já percebeu, mas tem deixado para depois?
“Tente Outra Vez” é uma das canções de persistência mais conhecidas do Brasil, e ao longo dos anos acompanhou muita gente em fases difíceis. Conta-se que um verso foi trocado para escapar da censura, e que a troca deixou a mensagem ainda mais acolhedora.
A letra lembra, em essência, que você já tem os dois pés para atravessar a ponte: os recursos estão com você. Para quem está esgotado, isso pode soar como cobrança, mais um esforço. Vale separar dois convites: insistir por pressão e tentar de novo por escolha.
Tentar outra vez não precisa ser mais forte, mais rápido ou mais sozinho. Às vezes é tentar de outro jeito, com ajuda, com descanso no meio. A canção fala em desejar com sinceridade: partir do que é verdadeiro para você, não do que esperam de você.
No consultório, olho para o que acontece quando você tenta e não dá: a cobrança que aparece, o corpo que trava, a vontade de desistir. Ali costuma estar uma informação importante.
Enquanto ouve, repare: o que você já tentou tantas vezes que talvez peça um jeito novo, e não mais esforço?
Em “Metamorfose Ambulante”, Raul Seixas recusa a “velha opinião formada sobre tudo”. Conta-se que a ideia nasceu de uma leitura de Ovídio, na biblioteca do pai, e que o verso central ele escreveu ainda adolescente.
A letra defende que mudar de ideia, de humor, de papel, não é incoerência. Somos muitos ao longo da vida. Para quem aprendeu cedo a ser sempre o mesmo, o confiável, o forte, o que dá conta, essa liberdade pode assustar.
Muita gente chega à terapia presa a uma versão antiga de si: a que foi útil, aplaudida, e hoje aperta. Mudar não é trair quem você foi. É deixar o jeito que te protegeu cumprir seu papel e abrir espaço para outro.
No aqui e agora, a pergunta não é “quem eu sou de verdade”, e sim “quem estou sendo agora, e isso ainda me serve?”.
Enquanto ouve, repare: qual opinião sobre si já está na hora de revisar?
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Biblioteca virtual
Textos para ler com calma
Assuntos que aparecem muito no consultório. Ler não substitui terapia, mas às vezes ajuda a nomear o que ainda está solto.
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Sobre mim
Prazer, eu sou a Rafaella
Sou Rafaella Bruna Fornaroli Agostinho, psicóloga, CRP 08/48638. Atendo online pessoas que querem compreender melhor o que estão vivendo e a forma como têm levado a própria vida.
Fiz minha graduação em Psicologia na Unicesumar, em Maringá, enquanto trabalhava com marketing e vendas. Conheci de perto a rotina de metas, responsabilidades e dias que terminavam com a sensação de que ainda faltava fazer mais. Na minha própria história, percebi como o descanso podia vir acompanhado de culpa.
Hoje, sou pós-graduanda em Altas Habilidades/Superdotação (AHSD) e Dupla Excepcionalidade. Também me interesso pelas experiências de adultos com TDAH e por questões relacionadas à dupla e à tripla excepcionalidade. Sei que, para muitas pessoas, tentar entender o próprio funcionamento vem acompanhado de anos de cobrança, dúvidas e da sensação de não se encaixar.
Essa vivência e meus estudos me aproximam de algumas questões que chegam à terapia. No atendimento, quero conhecer como elas aparecem para você: o que tem pesado, o que se repete e o que talvez esteja ficando sem espaço na sua vida.
Nas sessões, você pode trazer algo que aconteceu na semana, uma dificuldade nas suas relações ou uma pergunta sobre si que insiste em voltar. A gente presta atenção nisso junto, sem exigir que você tenha uma explicação pronta.
Às vezes, o começo é a ansiedade ou um cansaço que já dura tempo demais. Outras vezes, é a vontade de se conhecer melhor. Você pode chegar de qualquer um desses lugares.
Agenda aberta para atendimentos ·Agenda aberta para atendimentos ·Agenda aberta para atendimentos ·
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Dúvidas
Perguntas rápidas, respostas diretas
Se ficou alguma coisa de fora, é só me perguntar direto no WhatsApp.
Você me manda uma mensagem e combinamos um horário. Nessa primeira conversa você conta o que te trouxe, eu explico como trabalho e vemos juntos se faz sentido seguir.
Sim. Atendo exclusivamente online, por vídeo, para todo o Brasil e também pacientes que moram fora do país. Os horários são combinados conforme a sua agenda.
Cada sessão tem 50 minutos. A frequência é definida em conjunto no primeiro encontro, considerando a sua demanda e a sua disponibilidade. No início do processo, a recomendação é de encontros semanais, o que favorece a construção do vínculo terapêutico e a continuidade do trabalho. Quando isso não for possível, a frequência mínima indicada é quinzenal.
Para a maior parte dos processos com adultos, sim. O que muda é o cuidado com o setting: você precisa de um lugar reservado, com internet estável e sem interrupção. Em situações de risco agudo, o acompanhamento presencial e a rede de saúde local são indispensáveis.
Não existe um prazo fixo. Alguns processos são mais curtos e focados, outros seguem por mais tempo. A gente revisa isso junto ao longo do caminho.
Não. Chegar sem saber por onde começar é comum e já é um bom ponto de partida. Parte do trabalho é justamente encontrar palavras para o que ainda está solto.
Sim. Emito recibo de cada sessão com meus dados e número de registro no CRP. Muitos planos de saúde aceitam esse recibo para reembolso; vale confirmar com o seu plano as regras e o percentual.
Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo sigilo profissional previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo. As exceções são apenas as previstas no próprio Código, como situações de risco grave à sua vida ou à de outras pessoas.
Converso sobre isso diretamente no primeiro contato, pelo WhatsApp. Assim consigo entender sua disponibilidade e combinar tudo com clareza antes da primeira sessão.
Contato
O começo costuma ser uma mensagem
Me escreva no WhatsApp para combinarmos um horário. Quem responde sou eu.